Entrevista: Paradise Lost

Prestes a desembarcarem no Brasil para mais uma turnê sul americana, fomos conversar com o vocalista Nick Holmes para saber mais à respeito do novo álbum “Tragic Idol”. Conversamos também sobre a ideia do clip “Honesty in Death”, da lembrança que tem da sua primeira visita ao Brasil em 1995 entre outros assuntos.

 

1. O álbum Tragic Idol foi lançado em abril desse ano. Como está a aceitação deste novo trabalho?

Nick Holmes – Até agora, muito positiva! A prova normalmente são os shows e as novas faixas estão descendo tão bem quanto qualquer outra!

 

2. Eu li na internet que este álbum foi mais difícil de escrever, no que diz respeito às letras. O quão difícil foi? E que parte, especificamente? 

Nick Holmes – Este é o nosso 13º álbum, é pra ficar mais difícil! Se você pensa que já escreveu seu melhor trabalho então já seria hora de parar! As letras não são tão difíceis de escrever, compor as linhas melódicas é a parte mais complicada.

 

3. O Paradise Lost sempre teve letras cheias de sentimento, introspecção e algumas mais “fortes” e isso tudo se refletiu na parte final do vídeo de “Honestly In Death”. Você poderia comentar a concepção geral da música e do vídeo?

Nick Holmes – Nós somos grandes fãs de filmes de suspense e terror e recentemente ficamos muito impressionados com o nível de desespero no filme “The Road”.

Decidimos que queríamos um nível similar de depressão, só que num vídeo de quatro minutos!

 

4. Pra mim, a faixa “Fear of Impending Hell” tem o mesmo clima que as músicas que compõem o álbum Icon. Eu sei que não foi intencional, mas vocês sentiram como se pudessem resgatar alguma coisa que soasse como o velho Paradise Lost?

Nick Holmes – São as mesmas pessoas compondo as músicas, então eu acho que qualquer coisa considerada mais pesada vai ser comparada aos nossos álbuns mais antigos.

 

5. “The Glorious End” tem uma letra muito introspectiva. Você pode ver o mundo em ruínas e algumas almas chorando por piedade. Como você teve a ideia de escrever esta letra?

Nick Holmes – A música tem um clima de música de encerramento, então acho que apenas segui este aspecto quando escrevi a letra e, obviamente, o título.

 

6. Para algumas pessoas, a morte é o final de tudo; para outras, é o começo. Qual é a sua relação com a morte?

Nick Holmes – Eu considero a morte o fim e ninguém nunca provou o contrário. Eu não acredito em nenhuma religião ou teoria de vida após a morte. Quanto mais velho eu fico, mais eu tenho certeza disso. A morte é a única coisa eterna.

 

7. Embora já tenham passado cinco álbuns do Host, você acha que os fãs ainda estão receosos de se surpreenderem como aconteceu com aquele álbum?

Nick Holmes – Musicalmente, muito é influência do que o Greg está ouvindo no momento em que um álbum é escrito. Nos últimos anos, ele tem ouvido death metal dos anos 90 e bandas clones de Swedish Discharge. Acho que ninguém precisa se preocupar com outro Host tão cedo.

 

8. Vocês tocaram pela primeira vez aqui no Brasil em 1995. Que lembranças você tem dessa época?

Nick Holmes – Foi muito legal ver lugares que a gente só tinha visto na TV, as grandes plateias, encontrar o Ozzy… praticamente o sonho de toda jovem banda de metal. A única coisa que estragou a viagem para a América do Sul foi pegar salmonela na Cidade do México. Nunca me senti tão mal na vida!

 

9. Qual a sua expectativa para esta turnê na América Latina e o que podemos esperar dela?

Nick Holmes – Neste exato momento, nós esperamos que o novo álbum tenha sido bem recebido! Isto costuma se refletir nos shows, tanto em número de pessoas quanto na energia da multidão.

Nós vamos tocar umas quatro músicas do TI, mais ou menos…

 

10. Apesar de um line-up estável, vocês sempre tiveram “problemas” com bateristas. Você acredita que o Adrian vai ficar bastante tempo na banda?

 Nick Holmes – Não exatamente problemas, se você observar as coisas a longo prazo. As pessoas vêm e vão.

A vida é assim. Contudo, nós somos bem amigos do Adrian. Ele obviamente é um grande baterista e se encaixa muito bem. Ele já está na banda há três anos e meio. O tempo voa.

 

11. Cada baterista trouxe novas ideias e influências. Gostaria de saber o que cada um adicionou ao som do Paradise Lost hoje.

Nick Holmes – As partes de bateria já são escritas antes da gente gravar, é mais um caso de desenvolver o estilo deles para cada parte.

 

12. Uma pergunta que eu sempre faço é a respeito dos downloads ilegais. A que ponto eles ajudam ou atrapalham o Paradise Lost?

Nick Holmes – Eles beneficiam as bandas na hora de conseguir turnês, abrindo portas em novos territórios, mas do ponto de vista do lucro, os downloads ilegais colocaram a indústria de joelhos. É muito difícil para novas bandas viver de música. As bandas estão saindo em turnê freneticamente, mais do que nunca, o circuito ao vivo está saturado e as pessoas têm o poder da escolha. Como resultado, a música está mais descartável.

 

13. Que música você não gostaria mais de tocar, mas ainda é obrigado?

Nick Holmes – Fácil. As I Die.

 

14. Qual foi o pior show que você já fizeram? Por quê?

Nick Holmes – Shows ruins normalmente acontecem por apenas uma ou duas razões, sem contar os ocasionais públicos mornos de segundas à noite. Equipamentos ruins e shows madrugadas adentro normalmente são os culpados. Este último não acontece muito hoje em dia, somos velhos demais pra virar a noite tocando!

Mas shows ruins podem acabar sendo shows “engraçados”, então é melhor olhar o lado bom.

 

15. Você passou por muita coisa nestes anos de banda. Que histórias você lembra que te deixam triste? E que história que você lembra que te faz rir sozinho?

 Nick Holmes – Tentar manter relacionamentos e equilibrar a vida familiar em paralelo à vida de turnês e gravações pode ser muito difícil. A única coisa que faz com que eu me sinta triste são problemas pessoais.

 Aconteceram centenas de histórias engraçadas. As melhores normalmente são aquelas que na época foram terríveis. Nossa primeira turnê nos Estados Unidos e a gravação de Shades Of God são momentos fantásticos em retrospecto.

 

16. Obrigado pela entrevista. Você gostaria de deixar alguma palavra final para seus fãs brasileiros?

Nick Holmes – Para todos os nossos fãs brasileiros, confiram o Tragic Idol! Nós estamos ansiosos para tocar aí de novo em breve. Obrigado pelo apoio!

 

Photo: © Paul Harries
Trad.: Marcelo Bauducco

 

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2 Respostas para “Entrevista: Paradise Lost

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