Entrevista: Heike Langhans (Draconian)

Tão logo foi anunciada ao mundo a nova vocalista do Draconian, entrei em contato com essa simpática moça, para trazer em primeira mão aos fãs brasileiros o que anda acontecendo por aqueles lados, uma pequena biografia dela e também sobre uma outra paixão que ela tem, a arte gráfica.

 

1. Para aqueles que não te conhecem, fale um pouco de você.
Heike Langhans – Apesar de eu ser de descendência alemã, eu nasci na bela cidade costeira de Cape Town – o ponto mais ao sul da África do Sul. Eu sou musicalmente ativa desde 2000, mas só entrei na minha primeira banda em 2006, uma banda de Symphonic Metal chamada Inferium. Depois eu foquei apenas no meu próprio projeto solo e fiz participações em bandas sempre que possível. Eu alcancei o ápice no meu país natal e precisava sair e desenvolver minha carreira de cantora. Eu sabia que precisava lutar por isso e fazer tudo que podia.

 

2. Como e quando você recebeu a notícia de que havia entrado para o Draconian?
Heike Langhans – Primeiro eu tive que viajar pra Suécia por uma semana pra fazer uma audição. Eu me apaixonei imediatamente pela gentileza das pessoas e pela beleza das cidadezinhas e da natureza. A audição foi bem boa e eu me entrosei instantaneamente com o pessoal. Simplesmente pareceu tão certo no meu coração. Eu voltei para meu país depois da minha curta visita e esperei que eles tomassem a decisão depois de analisar todos os candidatos.
Não muito tempo depois, eu recebi a notícia de que eles gostariam que eu fizesse parte da banda, mas precisavam saber que eu podia ficar com eles na Suécia. Foi um inferno de papelada e Embaixadas, mas eu voltei pra Suécia em maio de 2012. Agora estamos a todo vapor.

 

3. Sua primeira gravação com o Draconian foi no Tributo ao Lake of Tears. Quem sugeriu a ideia para essa música e como foi a gravação?
Heike Langhans – O Draconian já tinha concordado em fazer o cover de Lake of Tears para o álbum Tributo quando eu entrei. A música já estava pronta, então tudo que ainda faltava fazer era Anders e eu gravarmos os vocais. Claro que a música não foi feita para um vocal feminino, então nós achamos uma forma de incluir meus vocais no cover e gravamos no estúdio da banda. O resultado final ficou bem legal. Eu adorei o sentimento mais lento, mais doom que a música ganhou com o contraste entre a voz do Anders e a minha. A adição do vocal do Johan também deixou-a bem única.

 

4.Quando vai ser sua estreia ao vivo com o Draconian?
Heike Langhans – Existem algumas turnês agendadas para o final deste ano e o início do próximo. No momento, temos um monte de preparação e ensaios para fazer. Alguns ensaios fotográficos e vídeos também estão nos planos para um futuro próximo. Mais do que isso eu realmente não posso dizer. Vocês terão que esperar pra ver, meus amores.

 

5. Vocês já começaram a escrever o sucessor de A Rose For The Apocalypse?
Heike Langhans – De fato. Atualmente nós estamos trabalhando em material novo. A parte das letras está em andamento, Anders começou a escrever há um tempo, junto com Therés (que também contribuiu, escrevendo músicas como Seasons Apart, She Dies, Not Breathing e The Failure Epiphany). Exatamente quanto tempo vai levar não tem como dizer a essa altura, mas é bom saber que ao menos nós estamos trabalhando em material novo enquanto cuidamos de todos os outros compromissos importantes simultaneamente.

 

6. Da mesma forma que Johan Ericsson tem seus projetos paralelos, você vai continuar com o Lorelei ou este projeto está temporariamente na geladeira devido aos seus novos compromissos?
Heike Langhans – O projeto Lorelei é muito importante pra mim como uma forma de me expressar emocionalmente num nível menos controlado. Sempre vai estar ativo, não importa o que eu estiver fazendo. Eu tenho emoção de sobra e ela abastece todo pedaço de música que eu faço, então o que não flui através do Draconian vai, mais pra frente, fluir através do Lorelei. O Draconian é minha prioridade com certeza, mas quando eu tenho aqueles longas noites sem dormir, eu tenho que ter algo pra me manter ocupada e disposta.

 

7. Eu dei uma olhada na sua galeria no DeviantArt e tem algumas imagens lindas. O que lhe inspira a criar estas peças de arte?
Heike Langhans – Eu tenho um grande fascínio pelo Universo e todas as coisas esquisitas e melancólicas. Arte é no que eu era boa em fazer na minha vida antes de qualquer outra coisa. Quando não estou derramando meus sentimentos na música, estou despejando pedaços de visuais que representam meus sentimentos ou interesses. Eu sou muito inspirada pela escuridão pura, o cósmico, a alma e o oceano.

 

8. Falando em termos técnicos, quais são suas principais ferramentas (programas utilizados)?
Heike Langhans – Eu sou uma Designer Gráfica estudada, então manjo bastante de Adobe Photoshop, Illustrator, Flash, Dreamweaver, etc., mas eu ainda prefiro pintar e desenhar minhas ideias antes. A maioria das pessoas pensa em mim como uma maga do Photoshop, mas eu sempre vou colocar a caneta no papel para minhas ideias.

 

9. Você acha que pode assinar a próxima arte de capa do Draconian?
Heike Langhans –  Eu não pensei em sugerir isto ainda, já que às vezes eu sou muito crítica em relação a mim e ao meu próprio trabalho. Alguns dos meus artistas favoritos fizeram as artes para o Draconian e eu sempre apreciei o trabalho deles mais que o meu. É um assunto no qual eu não pensei ainda nesta altura. Quem sabe o que pode acontecer. Anders, Johan e eu parecemos estar muito em sintonia visualmente e no fim nós sempre concordamos com o que é melhor. Eu tenho uma lista de artistas cujo trabalho eu adoraria ver enfeitando um álbum do Draconian, então não tenho problema nenhum em ficar em segundo plano.

 

10. Obrigado pela entrevista, deixo espaço para uma mensagem sua aos fãs brasileiros.
Heike Langhans – Eu ainda tenho que visitar o Brasil e deixa eu te dizer, estou muito empolgada! Eu ouvi coisas tão boas e recebi tantas felicitações e mensagens de fãs brasileiros do Draconian. Suas saudações e adoráveis elogios foram recebidos com muito carinho. Eu não vejo a hora de encontrar e tomar um drinque com cada um de vocês no futuro. Continuem sempre fiéis ao doom!

 

Trad.: Marcelo Bauducco

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