When Nothing Remains – As All Torn Asunder

Recebido esse material há um certo tempo e fiquei encantado com a beleza do mesmo e confesso que me faltou palavras para descrevê-lo.

Encontramos aqui um death/doom muito melodioso, nos mesmos moldes que os suecos do Draconian fazem, com excessão dos vocais femininos. Há também a participação de Johan Ericson (Draconian/Doom:vs) fazendo os vocais limpos, e seu timbre me lembrou muito os vocais de Ed Warby (The 11th Hour).

Essa banda tem em sua formação ex-membros da Nox Aurea e ao comparar com sua antiga banda, nota-se um algo a mais na sonoridade.

Embrace her Pain abre essa pérola e ao escutá-la, você já percebe o que vai encontrar no álbum todo, ou seja, guitarras pesadas, vocais guturais, muita melancolia,

encontramos algumas passagens que também nos lembram Doom:vs, seja ela por seu sentimento ou por algumas vocalizações como nas faixas The Sorrow Within e Mourning of the Sun.

A Portrait of the Dying é uma faixa que começa rápida, fazendo com o doomer até esboce uma batida de cabeça, para logo dar uma quebrada em seu tempo e se manter atmosférica pelos minutos seguintes.

Solaris é uma faixa instrumental e serve de uma intro para o segundo ato do cd. Her Lost Life vem na seqüência, trazendo consigo uma dose de melancolia em seu início e tão logo ganha um pouco de velocidade. Acredito eu, que essas faixas mais embaladas sirvam muito bem para as apresentações ao vivo, dando um contraponto com a morosidade das outras músicas e não deixando o show maçante.

Chegada a faixa que o ouvinte irá decidir se deixa esse mundo ou não. In Silence I Conceal the Pain começa toda melancólica e essa tristeza vai se estendendo à medida que a faixa vai avançando e lá pela metade dela, temos uma linha de teclado que ao se misturar aos vocais de Jan Sallander, são como se um punhal lentamente fosse introduzido em seu peito.

E para a última “pazada” de terra no moribundo ouvinte, temos a faixa que dá nome ao álbum, As All Torn Asunder. E ao decorrer de seus 13 minutos temos uma música arrastada, quase Funeral Doom, alguns vocais desesperados, melodias fúnebres e uma atmosfera funesta e não poderia haver uma faixa melhor para encerrar o álbum. Os vocais limpos de Johan se fazem presentes nela, e melancolia transmitida por essa passagem é tamanha que fica impossível o cidadão não se deprimir e refletir ao ouvir “It’s the End…”.

Outro destaque para esse material é a sua arte, muito bela por sinal, casando totalmente com o clima do álbum.

Mais um ótimo lançamento da Solitude Prod., que sem dúvidas nos dias atuais, é o principal selo voltado ao estilo.

 

When Nothing Remains – As All Torn Asunder (Solitude Prod)

1. Embrace Her Pain

2. The Sorrow Within

3. A Portrait of The Dying

4. Mourning of The Sun

5. Solaris

6. Her Lost Life

7. In Silence I Conceal The Pain

8. As All Torn Asunder

9. Outro – Tears

 

 

http://solitude-prod.com/blog/lang/eng/2012/03/sp-056-12-when-nothing-remains-as-all-torn-asunder/

https://www.facebook.com/pages/When-Nothing-Remains/108534192567302

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