The Morningside – TreeLogia (The Album As it is Not)

Quando recebi esse material juro que fiquei sem entender o que se passava, pois trata-se sobre uma “trilogia” que envolve a faixa The Trees que figurou em seu debut.
Novamente coloquei o disco no playlist e novamente abri o press-relesse e aí sim caiu a ficha sobre esse material.
Os caras resolveram lançar esse mini-álbum baseado na faixa The Trees, onde não somente re-gravaram para esse material como inseriram alguns elementos deixando a faixa até um pouco maior do que a versão original.
E que diabos seria a Part Two e Part Three (TreeLogia) afinal??
Segundo a banda, a música The Trees era tão boa que lhe faltava uma continuidade, e então resolveram escrever algumas peças dando um desdobramento maior para ela.
Segue um trecho do press-release: “TreeLogia surgiu passo a passo, ganhando sua forma atual e finalmente apareceu como um conto. O ouvinte pode tomar uma decisão se este material é uma história de um homem perdido entre as árvores e permanente tornou-se uma delas, ou uma história de um homem fugindo de algo, talvez, o seu passado, e o encontraram em harmonia ou na solidão ou até mesmo… enlouquecido.”
Agora musicalmente falando, encontramos nesse mini-álbum canções de excelente bom gosto por vezes pesado e por muitas vezes melódico e atmosférico. Na faixa que encerra esse play temos algumas passagens acústicas em meio a guitarras e bateria, e outras que me lembraram o Burzum da época do Filosofem.
Preciso dizer mais sobre a sua obrigatoriedade de ir atrás desse mini-álbum???
Apenas coloquem pra rodar no player, fechem os olhos e sinta seu espirito saindo de seu corpo e indo de encontro a natureza.

The Morningside – TreeLogia (The Album As it is Not) (Bad Mood Man/Solitude Prod)
1. The Trees – Part One
2. The Trees – Part Two
3. The Trees – Part Three (TreeLogia)

Contatos:
Solitude-Prod
http://www.myspace.com/themorningsidemusic

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Interview: My Dying Bride

In early August I contacted the guitarist of My Dying Bride, who told her about his history with music, about entry to the band a decade ago, the band desire to play in Brazil, the paternity and other things. Let’s check.

 

1. Let’s start at the beginning of everything, how did your interest in music? The first LP? The first show? the interest in the guitar?
Hamish Glencross: My parents have a strong love of music, so I was exposed to some great artists when I was very young; Sabbath, Purple, etc. and my dad plays guitar too, so I used to play his. They really encouraged me and took me to see Saxon play at the Civic Theatre here in Halifax.

 

2. And how did the interest in Doom Metal?
Hamish Glencross: Well, Black Sabbath were one of the first bands I got into, and then I made friends with Tuds who was drumming for a new band called Paradise Lost.

 

3. You has entered the My Dying Bride a decade ago. What memories you have of that time? When you received the invitation?
Hamish Glencross: It was perfect timing because I was unhappy in the band I was already in, and My Dying Bride was more suited to the music I wanted to write.
I joined in 1999 and we wrote ‘A Cruel Taste of Winter’ together, and went on tour in 2000.

 

4. Recently you released the album Evinta. How is your acceptance?
Hamish Glencross: It seems to divide opinion, but that’s ok because it is quite unique and different.

 

5. From time to time the MDB releases cd compilations / live DVD, was for that reason you decided to make this album (Evinta) this way?
Hamish Glencross: It was an idea that Andy had in mind for a long time. The anniversary was the perfect time to do it, and Aaron was so inspired it became three discs.

 

6. And please tell us the next album is coming and that it will feature the traditional heavy guitars?
Hamish Glencross: Absolutely. Next week we record a new EP, and I can guarantee it will be crushingly heavy.

 

7. Here in Brazil, you have a legion of fans, and particularly is one of my influences, and you have got to get some concrete proposal to play here?
Hamish Glencross: We’d love to play in Brazil, but we’ve just got to wait for the right offer.

 

8. What is your current playlist? What brand new band do you recommend?
Hamish Glencross: I’m always trying to discover new music, and currently love ‘Rose Kemp’ and ‘Kvelertak’.
You should check them both out if you don’t know them.

 

9. What was the worst gig you ever played? and Why?
Hamish Glencross: There was a festival we played where the running order was changed so many times because it was running so far behind. We went onstage six hours later than planned.
We were pissed off and tired. It had been a very journey to get there even before the delays.

 

10. What was the worst gig you’ve ever watched?
Hamish Glencross: Probably some local band, but I probably got drunk so I didn’t mind!

 

11. What MDB song would you most like to play? And what you do not take it anymore, but still have to do it because it is the setlist?
Hamish Glencross: I’d like to bring The Deepest of All Hearts into the set; we’ve never done that. We drop songs from the set if we tire of them, so thankfully we’re happy with everything in the set.

 

12. If you could choose one song that best represents the MDB, which would it be?
Hamish Glencross: I think ‘My Body, A Funeral’ is probably the perfect My Dying Bride song.

 

13. I saw some photos in profile on facebook, and you are quite active musically, is playing guitar and even singing?
Hamish Glencross: Yeah, there’s quite a bit of dual vocal stuff in My Dying Bride now, particularly on the last album.

 

14. You are the parent of a beautiful girl, and it seems strange not these two parallel worlds. The first dark and depressing the MDB and the second all colorful and full of life?
Hamish Glencross: Well, that’s the glorious nature of life on this earth; there has to be light as well as dark. She makes everything worthwhile even when things look particularly bleak and depressing.

 

15. Thank you for the interview and leave a message for the Brazilian fans.
Hamish Glencross: Thank you! All the best wishes; I hope we get to visit Brazil soon. Check out the new EP later this year, and visit http://www.mydyingbride.org for news and updates.

Entrevista My Dying Bride

No início de agosto entrei em contato com esse guitarrista do My Dying Bride, que contou sobre sua história com a música, sobre sua entrada para a banda há uma década atrás, a vontade da banda em vir tocar em terra brasilis, paternidade e outras coisas. Vamos conferir.

 

Vamos começar pelo início de tudo, como surgiu o seu interesse pela música? O primeiro LP? O primeiro show? o interesse pela guitarra?
Hamish Glencross: Meus pais têm um amor forte pela música, então eu fui exposto a grandes artistas, quando eu era muito jovem; Sabbath, Purple, etc.
Meu pai toca violão também, então eu costumava tocar no violão dele. Eles realmente me incentivaram e me levaram para ver o Saxon tocar no Civic Theatre aqui em Halifax.

 

E como surgiu o interesse pelo Doom Metal?
Hamish Glencross: Bem, Black Sabbath foi uma das primeiras bandas que eu estive envolvido, e então eu acabei me tornando amigo do “Tuds” que foi baterista de uma banda nova chamada Paradise Lost.
(N.E.: Tuds é o apelido de Matt Archer que foi baterista da primeira formação do Paradise Lost).

 

Você entrou para o My Dying Bride há uma década. Quais as lembranças que você tem dessa época? De quando recebeu o convite?
Hamish Glencross: Foi momento perfeito, porque eu estava infeliz na minha antiga banda, e My Dying Bride era mais adequado para a música que eu queria escrever. Eu entrei em 1999 e escrevemos ‘A Cruel Taste of Winter’ juntos, e logo saímos em turnê em 2000.

 

Recentemente vocês lançaram o álbum Evinta. Como está a sua aceitação?
Hamish Glencross: Parece dividir a opiniões, mas isso é normal, porque é bastante original e diferente.

 

De tempos em tempos o MDB lança coletâneas/Live DVDs, foi por essa razão que vocês decidiram fazer esse álbum (Evinta) dessa forma?
Hamish Glencross: Era uma idéia que Andy tinha em mente há muito tempo. O aniversário foi o momento perfeito para fazê-lo, e Aaron estava tão inspirado que acabou se tornando três discos.

 

E por favor nos diga que o próximo álbum está a caminho e que nele contará com as tradicionais guitarras pesadas?
Hamish Glencross: Absolutamente. Na próxima semana vamos gravar um novo EP, e posso garantir que será esmagadoramente pesado.

 

Aqui no Brasil, vocês tem uma legião de fãs, e particularmente é uma das minhas influências, vocês já chegaram a receber alguma proposta concreta para tocar aqui?
Hamish Glencross: Nós adoraríamos tocar no Brasil, mas só temos que esperar pela oferta certa.

 

Qual o seu playlist atual? Que banda nova você recomenda?
Hamish Glencross: Estou sempre tentando descobrir novas músicas e atualmente amo ‘Rose Kemp’ e ‘Kvelertak’. Você deve conferir os dois caso você não os conheça.

 

Qual foi o pior show que você já tocou? e Porque?
Hamish Glencross: Houve um festival que tocamos onde a ordem foi alterada muitas vezes porque ele estava atrasado. Fomos ao palco seis horas depois do planejado.
Nós estávamos de saco cheio e cansados. Tinha sido uma viagem muito longa para chegar lá antes mesmo dos atrasos.

 

Qual foi o pior show que você já assistiu?
Hamish Glencross: Provavelmente alguma banda local, mas eu provavelmente estava bêbado, então eu não me importei!

 

Qual musica do MDB que você mais gosta de tocar? E qual a que você não agüenta mais, mas mesmo assim tem que fazê-la porque está no setlist?
Hamish Glencross: Eu gostaria de trazer ‘The Deepest of All Hearts’ para o set, nós nunca fizemos isso. Nós deixamos (de tocar) algumas músicas do set quando nos cansamos delas, então felizmente estamos felizes com tudo no nosso set.

 

Se você pudesse escolher uma música que melhor representa o MDB, qual seria?
Hamish Glencross: Eu acho que ‘My Body, A Funeral’ é provavelmente uma música perfeita do My Dying Bride.

 

Vi em algumas fotos em seu perfil no facebook, e você é bem atuante musicalmente, seja tocando guitarra e até mesmo cantando?
Hamish Glencross: Sim, há bastante coisa de vocais duplos no My Dying Bride agora, principalmente no último álbum.

 

Você é pai de uma bela garota, e não lhe parece estranho esses dois mundos paralelos. O primeiro negro e depressivo do MDB e o segundo todo colorido e cheio de vida?
Hamish Glencross: Bem, essa é a natureza gloriosa da vida na terra; tem de haver luz bem como a escuridão. Ela faz com que tudo valha a pena, mesmo quando as coisas parecem particularmente sombrias e deprimentes.

 

Muito obrigado pela entrevista e gostaria que deixasse uma mensagem para os fãs brasileiros.
Hamish Glencross: Obrigado! Desejo tudo de bom, e espero que possamos a visitar o Brasil em breve. Confiram o novo EP ainda este ano, e visitem www.mydyingbride.org para notícias e atualizações.

Satarial – Latexxx

E o bailão electro continua. Dando seqüência aos relançamentos do selo grego Sleaszy Rider, que resolveu colocar novamente no mercado esse cd Latexxx e seu antecessor, Tanz Mit… Tod.
Neste disco, ao contrário do anterior, onde eles flertavam diretamente com o metal industrial com forte influência de Rammstein, nesse Latexxx estão diretamente conectados ao electro/techno ou qualquer porra dançante que possa existir.
O disco abre com Engel que apesar de ser cantado em alemão, tem algumas passagens em inglês, o que deixa bem interessante, já a partir da segunda Snuff que a coisa toda desanda.
Tem a interessante Herr Mannelig que parece terem feito a versão tecnera da homônima gravada pelo grande Haggard. Mas são apenas poucas coisas que se salvam nesse play do desastre total, vide Ewige Sommer. Nem as pseudo guitarras pesadas ou a bunda vestida em roupa de vinil preta na capa acabam dando conta.
Caso tenham interesse em adquirir, esse play ainda vem com um vídeo de bônus, o clipe para Hure-Tod.
Em suma um disco bem abaixo da média e a princípio esse foi o último lançamento desses russos, que certamente devem estar repensando sua carreira.

 

 Satarial – Latexxx (Sleaszy Rider Records)
1. Engel
2. Snuff
3. Herr Mannelieg
4. Welten Von Der Traum
5. Du Liebst Den Tod
6. Spiel Mit Liebe
7. Latex
8. Ewige Sommer
9. Sexmashine
10. Die Freiheit

 

 

Contatos:
http://www.eng.satarial.ru/
http://www.sleaszyrider.com/html/store.htm

Satarial – Tanz Mit…Tod

Houve um tempo, mais precisamente no final nos anos 90 onde bandas que seriam promessas para a próxima década e também algumas já consagradas começaram a flertar com um estilo mais andrógeno/electro e o Satarial foi um desses casos.
Não sei se após o sucesso do Rammstein, naquela mistura de guitarras pesadas e batidas electro, um monte de bandas foram na cola, bandas que nem são alemãs, cantando em língua germânica.
Esse play do Satarial é um exemplo disso, daquela banda da metade dos anos 90, onde faziam um folk/black/gothic onde as performances de garotas semi nuas em simulação se sexo estava chamando a atenção para banda, para o que fazem hoje: industrial/gothic com a mesma performance de garotas semi nuas fazendo cenas de simulação de sexo.
Musicalmente falando não chega a ser ruim, mas pra que um novo Rammstein se o original ainda é legal? Apesar de tudo as faixas Schenke Geliebte Der Tod  e Du Stirbst ainda são legais, sem ser aquela mais dançante do disco se concentrando na parte mais “metal” da coisa.
Recomendado para os radicais de plantão que morrem de vontade, mas tem vergonha de ir numa danceteria caçar gatinhas e balançar o esqueleto, e prefere ficar em casa e dançar com as luzes apagadas para que os vizinhos não vejam.

 

Satarial – Tanz Mit…Tod (Sleaszy Rider Records)
01. Hure-Tod
02. Nachkommenschaften Der Rosses
03. Der Wolf
04. Aufleckenen Das Blut
05. Brennen Das Leben
06. Schenke Geliebte Der Tod
07. Engel Der Tod
08. Du Stirbst
09. Ruf Der Wolfen Blut

 

 

Contatos:
http://www.eng.satarial.ru/
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Hamferð – Vilst er síðsta fet

Após uns sinos tocando, nos preparando para essa missa fúnebre e tão breve sentimos o poderio dessa banda oriunda das Ilhas Faroe e tendo suas letras cantadas em sua língua natal, o que transparece um ar melancólico e desesperador (talvez por não entender uma palavra sequer).
O que temos aqui, belas melodias, guitarras ultra pesadas, intervenções de teclados muito bem arranjadas e os vocais Jón Hansen que merecem um destaque, pois o cara vai do limpo ao gutural de uma forma surpreendente.
Você consegue sentir a melancolia e a ira através das frases cantadas. A sonoridade não é a mais inovadora, mas funciona muito bem. Para situar o leitor, o som fica entre um Swallow the Sun e KYPCK, ou trocando em miúdos, um melodic death doom.
Não há como destacar essa ou aquela faixa, mas não há como ficar ímpar para as belas Aldan Revsar Eitt Vargahjarta e também para At Enda.
Para quem curte essa linha de som, entre já em contato com a banda para adquirir esse material pois com certeza vai lhe render muitos minutos de prazer.

 

Hamferð – Vilst er síðsta fet (independente)
1. Harra Guð, Títt Dýra Navn og Aera
2. Vráin
3. Aldan Revsar Eitt Vargahjarta
4. At Enda

 

 

Contatos:
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http://www.myspace.com/hamferd

Snowblind – Prisioners on Planet Earth

Estava em casa procurando algo para ouvir dentre os cds que tenho recebido ultimamente e vejo esse play desses gregos do Snowblind, e confesso que não conhecia a banda e já de cara me assustei em saber que a banda já tem 12 anos de estrada, e outra coisa que também “me assustei” foi em ver o seu line-up e notar que tem 02 ex-membros do grandioso Nightfall.
Este play abre com In the Name of God e já nos primeiros acordes nos lembra o Sentenced da fase Down, onde estavam migrando daquele technical death metal para a sonoridade mais gótica de seus últimos cds, então o que encontramos? melodias pegajosas, refrões grudentos e um vocal mezzo cantado mezzo rouco e dobras de guitarra muito bem feitas.
Prisioners on Planet Earth segue na mesma idéia, a surpresa por assim dizer, é o cover de Diva, da já citada ex-banda dos cidadãos Jim Agelopoulos (g) e Mike Galiatsos (v/g). Human God, é outra excelente faixa, que apresenta um solo de guitarra muito bem construído em seu campo harmônico e de dar inveja em muitos guitarristas de plantão.
O restante do cd segue muito bem com Love is a WarMacedoniaWe are the Future e deixo recomendado para escutar naqueles dias em que a gatinha vem te visitar e ficaria um clima um tanto chato escutar um funeral doom ao lado dela, não é??, e com certeza esse Snowblind, acabaria “aquecendo os corações”, se é que vocês me entendem…

 

Snowblind – Prisioners on Planet Earth (Sleaszy Rider Records)
01. In The Name Of God
02. Prisoners On Planet Earth
03. Diva
04. Human God
05. The Road Has No Name
06. Wake Up You Sleeping Giant
07. Love Is A War
08. Forever Strong
09. Macedonia (Forever Child Of Greece)
10. Life And Death
11. Modern Killer
12. We Are The Future

 

 

Contatos:
http://www.myspace.com/snowblindmetalband
http://www.sleaszyrider.com/html/store.htm