Entrevista Officium Triste

Agora pelo início desse mês entrei em contato com esse que é um dos mais respeitados vocalistas e atuante dentro da cena Doom Metal Holandesa, Pim Blankenstein. Neste bate-papo, nos deu uma atualizada sobre a banda desde seu álbum Giving Yourself Away até os dias de hoje. Nos falou também sobre os planos do novo álbum que está a caminho, do split com o Ophis, e também de sua participação no projeto de Ed Warby ‘The 11th Hour’. Vamos conferir.

O Officium Triste é uma banda que não precisa de apresentações, mas gostaria que nos desse uma pequena biografia desde o álbum Giving Yourself Away até os dias atuais.
Pim Blankenstein – Na verdade, bastante coisa aconteceu desde que o álbum foi lançado em 2007. Primeiro de tudo o nosso guitarrista Johan nos disse que estava nos deixando por isso tivemos de encontrar um novo guitarrista. Fizemos um show na Holanda, que foi um dos últimos shows de Johan e nós encontramos Bram que eu já conhecia de sua antiga banda Imbolc e vê-lo em shows e assim por diante. Então, quando eu lhe disse Johan estava saindo, ele nos disse que estava disposto a entrar em cena. Martin, que vive na Alemanha, disse que realmente não têm tempo para praticar sua bateria muito e que ele decidiu se concentrar nos teclados, então precisamos de um novo baterista. Encontramos Ronald, que tocava no Imbolc com Bram. Outro problema resolvido. Nós então decidimos que queríamos fazer um álbum especial como tivemos o nosso 15 º aniversário como banda em 2009. Nós re-gravamos algumas canções, escrevemos uma nova faixa e fizemos um cover, juntamente com algumas canções que ficaram de fora formam o álbum ’15 Years Of Hurt’.
A próxima coisa era que Ronald não poderia se comprometer com a banda, por isso convidamos um outro baterista (Niels). Nós o conhecíamos da faixa ‘In Age And Sadness’, e ele é o nosso atual baterista. Basicamente é isso o que aconteceu desde o lançamento de Giving ..
Ah, sim, que houve homenagem ao Thergothon éramos parte que foi lançado no mesmo período. Nós gravamos essa canção quando Johan ainda estava na banda.

Como você definiria o Officium Triste e qual música você acha que melhor representa a banda.
Pim – Pesado, porém melodico doom/death metal. É isso o que somos. Isso é difícil, pois temos uma série de aspectos, mas no momento eu diria “A Flower In Decay” do álbum Reason.

Como surgiu o convite para o split com Ophis? E essa faixa será totalmente nova?
Pim – Phil do Ophis me disse sobre esse novo selo espanhol chamado Memento Mori e que eles estavam fazendo uma versão split e queriam fazê-lo conosco. Uma vez que realmente gostamos da música do Ophis, então decidimos fazer, e o contato com a Memento Mori é excelente também. Temos cerca de 20 minutos de tempo disponível e não temos realmente escrito o material ainda, mas temos grandes ideias para este CD split. Vai ser um novo material como foi parte do acordo.

O que você poderia nos adiantar de Mors Viri?
Pim – Nós estamos gravando a música como nós falamos e só precisamos fazer algumas melodias e solos de guitarra e minha voz. Então é mixagem e masterização. Foram registradas seis novas canções e uma faixa acústica e um interlúdio. É basicamente Officium Triste o que você vai ouvir. As músicas são muito legais e esperamos tê-lo com a maior brevidade possível.

O que você acha da atual cena Doom, e qual banda você destacaria.
Pim – Bem, não há um monte de bandas por aí que estão mudando o gênero, mas de vez em quando surgem bandas que são realmente grandes. Há um monte de sub-gêneros dentro de doom e eu estou mais ou menos cansado do tipo de funeral doom metal. Novas bandas que eu gosto são Procession e Black Oath. Estou muito impressionado com a cena em Portugal, com grandes bandas como Before The Rain (confira o seu novo álbum Frail) e Process of Guilt, para citar apenas dois. Eu ainda continuo apreciando bandas como o Solstice, Warning/30 Watt Sun, Ras Algethi, Candlemass, Solitude Aeturnus, My Dying Bride (old). É muita coisa para falar verdade.

O que você já conquistou com o doom?
Pim – Com Officium Triste, simplesmente divertir-se escrever músicas que gostamos e fazendo shows de vez em quando. Em seguida, eu tenho feito a minha parte na organização do Dutch Doom Days. Estamos trabalhando na edição 10 agora. Eu acho que isso é tudo. Talvez os outros são melhores para dizer o que tenho conseguido.

Recentemente você participou de alguns shows com Ed Warby em seu projeto The 11th Hour. Há alguma possibilidade de você participar como convidado num próximo lançamento, ou sua participação será apenas em shows?
Pim – Não, é apenas para os shows ao vivo. Ed escreve e grava a música sozinho e ele tem Rogga Johansson fazendo os vocais guturais e que não vai mudar no próximo álbum. Mas ele me perguntou, bem como de Bram Officium Triste para ajudá-lo com os espetáculos ao vivo, juntamente com alguns outros músicos, como o guitarrista Frank Harthoorn que tocava no Gorefest junto com Ed. Temos alguns shows legais para fazer ainda este ano.
Eu fiz os vocais para gravar o projeto Extreme Cold Winter, que foi iniciado por AJ (Beyond Belief/Temple) e pelo baterista Seth (Severe Torture/Centurian). Fiquem atentos para essas gravações também.

Com essa séria de desastres acontecendo no globo, você acha que o doom metal seria a trilha sonora perfeita para o fim do mundo?
Pim – Primeiro de tudo eu acho que essas desastres são advertências da mãe terra. Este planeta está superpovoado e, se não fizermos algo isso vai significar o fim da humanidade como a conhecemos. Mas será a própria humanidade, que é responsável. A Terra ainda estará lá quando a humanidade tiver passado.
Quanto à trilha sonora poderia ser doom metal, mas poderia ser uma peça clássica, digamos, Wagner também. Poderia ser black metal.
Talvez seja apenas o silêncio.

Agradeço desde já por essa entrevista, e gostaria que deixasse seu último suspiro para seus fãs brasileiros.
Pim – Muito obrigado pela entrevista e certifique-se de conferir toda a música que eu estou envolvido. Espero que possamos ir para o Brasil algum dia.
Cheers!

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